
Intervalo da zaragata


Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem. Ensinar a não ter medo de errar e a enfrentar o fracasso como um momento de aprendizagem.
Em fevereiro fomos, com uns amigos, ver o ZOO – Musical Infantil, um mergulho ao coração do Jardim Zoológico e aos animais que lá vivem. O Éme viu o primeiro terço do espetáculo com os olhos (mal) tapados, criando a resistência habitual. Já o Dê, manteve-se enrolado no colinho da madrinha até perto do fim, altura em que precisou de mudar de ares. No final, recusaram-se a tirar fotografias com as personagens. A seguinte foto mostra o momento em que o Dê fugiu a sete pés. Tão dados, os meus meninos!

Desde essa altura, as oito canções do musical são as mais rodadas cá em casa, ou melhor, em casa, no carro e em todo o lado! (Onde é que eu já ouvi isto?) A questão é que são tão deliciosamente pegajosas que até os pais vão a jogo. Ora ouçam:
Trata-se de um admirável mundo novo. Histórias dentro de histórias que, quase dois meses depois, ainda suscitam perguntas e comentários.
Não vamos a todas, longe disso. Até somos demasiado caseiros, mas tentamos explorar cada uma destas experiências até ao tutano. Compreendo que haja famílias sem possibilidades para fazer estas coisas, mas talvez o mais importante seja perceber que o teatro, assim como os livros, o cinema, a pintura ou qualquer manifestação de arte e de cultura, são pontos de partida. Tal como mil e uma situações do dia-a-dia. Basta sair à rua com eles e estar atento. A propósito, à custa disto, o Dê já consegue dizer “orangotango”. Ouçam:
Ficaram curiosos? Espreitem o teaser:

Depois daqueles livros para bebés (das cores, das primeiras palavras e dos objetos), “A Surpresa de Handa”, o maior êxito da inglesa Eileen Browne, foi uma das primeiras obras que lemos ao Éme e que agora andamos a ler ao Dê. Integra a lista do Plano Nacional de Leitura. Foi recomendado, em 2011, para o 2.º ano, destinado a leitura orientada em sala de aula. A capa fornece vários elementos que convidam a uma sessão de perguntas tendo em vista a antecipação do conteúdo da história.

Editado pela CAMINHO, o livro merecia ter capa dura, a fim de revestir com toda a pompa o maravilhoso conteúdo. A ação passa-se no sudoeste do Quénia e as crianças representadas são da tribo Luo. É uma história simples e deliciosamente ilustrada, em que uma menina, a Handa, decide fazer uma surpresa à amiga Akeyo. No fim, ambas acabam boquiabertas. O livro é um excelente ponto de partida para se abordar grandes temas como o dos animais, da alimentação, da diversidade cultural e dos valores como os da amizade e da partilha, mas também coisas mais concretas como comparações e contagens (peças de fruta ou animais), as cores, o vestuário ou mesmo o conceito de surpresa. Não esquecer que, por último, há que ouvir os pequenos sobre a forma como entenderam a história e proporcionar-lhes um contexto em que eles se sintam à vontade para fazer perguntas. No mundo dos livros, é um desperdício não haver um antes, um durante e um depois…
E vocês? Há quanto tempo não fazem uma surpresa a um amigo ou uma amiga?


O cabelo é de origem. A dose generosa de loucura também.
