Depois daqueles livros para bebés (das cores, das primeiras palavras e dos objetos), “A Surpresa de Handa”, o maior êxito da inglesa Eileen Browne, foi uma das primeiras obras que lemos ao Éme e que agora andamos a ler ao Dê. Integra a lista do Plano Nacional de Leitura. Foi recomendado, em 2011, para o 2.º ano, destinado a leitura orientada em sala de aula. A capa fornece vários elementos que convidam a uma sessão de perguntas tendo em vista a antecipação do conteúdo da história.

Editado pela CAMINHO, o livro merecia ter capa dura, a fim de revestir com toda a pompa o maravilhoso conteúdo. A ação passa-se no sudoeste do Quénia e as crianças representadas são da tribo Luo. É uma história simples e deliciosamente ilustrada, em que uma menina, a Handa, decide fazer uma surpresa à amiga Akeyo. No fim, ambas acabam boquiabertas. O livro é um excelente ponto de partida para se abordar grandes temas como o dos animais, da alimentação, da diversidade cultural e dos valores como os da amizade e da partilha, mas também coisas mais concretas como comparações e contagens (peças de fruta ou animais), as cores, o vestuário ou mesmo o conceito de surpresa. Não esquecer que, por último, há que ouvir os pequenos sobre a forma como entenderam a história e proporcionar-lhes um contexto em que eles se sintam à vontade para fazer perguntas. No mundo dos livros, é um desperdício não haver um antes, um durante e um depois…
E vocês? Há quanto tempo não fazem uma surpresa a um amigo ou uma amiga?
Ainda hoje fiz.
O Livro das Piadas Secas e Não Só para a Carlota e Escreve e Apaga Panda os Super Heróis para o Afonso.
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